segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Cotidiano Poético



Por que guerrear?
Por território
Por petróleo

Por que guerrear?
Por comida
Pela vida

Por que guerrear?
Não há vitória
Não há glória

Por que guerrear?
Perdemos sempre
Sempre...

Perdemos território
E petróleo

Perdemos comida
E vida

Perdemos tudo
Por que guerrear?

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Mais uma demonstração do meu livro: Momentos

Compromisso

O que ainda nos mantém unidos
O amor
Ou o fato de sermos amigos?

Depois de tantos encontros
Não nos despedimos
Por quê?

Será o gosto pelo encontro
Ou o medo da despedida?
O quê?

Questionam-nos sempre isto
Parece que não vêem a resposta
É que o amor que nos suporta
É amor de compromisso!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Janela



Através dela
Vejo o céu
Através dela
Vejo o mar

Vejo estrelas
Vejo ondas
Vejo nuvens
Vejo o sol

Alguns me vêem
Através dela
Até o momento
Que se cerra.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Esconderijo!

Era uma vez, numa cidade grande, destas que se pode ir e vir sem ser notado. Com grandes torres, janelas e portas com grades, pessoas quase isoladas em suas casas. No meio desta cidade turbulenta vivia uma menina. Linda menina, olhos azuis como o mar, cabelos negros como a noite, mas uma noite estrelada, e um sorriso encantador.
Esta menina vivia cercada de mimos, vivia sorrindo, raramente via-se a menina a chorar. Meiga e doce agradava a todos, com gestos de carinho ou só com seu sorriso, parecia sempre feliz.
Certo dia, bem ao amanhecer todos que a cercavam, de um lado e de outro, notaram que a menina desaparecera. Ficaram preocupados, pois, onde estaria a menina? Numa cidade tão grande, não faziam ideia de onde procurar. Com tantos perigos lá fora, onde ela poderia estar?
Iniciaram a procura pela vizinhança. Começaram a perguntar pela menina mais doce que já conheceram. Todos queriam saber seu paradeiro. Procuraram com os amigos mais íntimos, depois com os outros, e ampliaram as buscas. Mas nada, não encontraram a menina. Voltaram então, para a casa, desolados. Onde estaria a bela e doce menina?
Chegando a casa todos começaram tentar achar soluções, estabelecer novas rotas e tal. Até que um ouvido atento percebeu um barulho, parecia um miado de um gato ou coisa assim. E o barulho continuou até que alguém identificou: parece choro, quem será? Começaram a procurar.
Olharam em toda a casa sem ninguém encontrar, até que alguém percebeu, aproximou-se do guardarroupa, era de lá que vinha o choro. Rapidamente abriram a porta e qual não foi a surpresa: lá estava a menina tão procurada! Todos ficaram estarrecidos, e aliviados também. Mas afinal, por que ela estava lá?
Um dia, ficaram sabendo, que para ser tão doce, sorrir sempre e a todos agradar, a linda menina precisava se esconder para chorar!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Concurso Poético!

Estou muito feliz pois acabei de ser selecionada no 6º Concurso poético Cancioneiro Infanto-Juvenil para Língua Portuguesa, promovido pelo Instituto Piaget (Universidade), com o poema "Lembrança", que será publicado no cancioneiro em Portugal!
É uma pena não poder ir para receber o prêmio pessoalmente, mas vou me preparar para participar dos próximos! Se clicar no link por estes dias verá o resultado!